Por Marcok
O principal nível à que se da o controle em sociedade, não é naquilo que tocamos, nas paredes ou nas ruas, mas sim dentro de nossas mentes, dentro de nosso mundo.
A figura do policial é presente culturalmente em nossa sociedade, temos de tudo, tiras poderosos e protetores, tiras negros espirituosos que fazem observações racistas sobre tiras brancos, tiras jecas e non sense, tiras charmosos, tiras que se venderam e fazem o mal. Mas tudo, tudo sempre da certo no final.
Todas essas figuras servem para nos dar a idéia de uma presença policial, para criar o "estado-de-consciência-policial". Onde acreditamos via média (mídia, televisão e afins) que eles se fazem presentes, a todo tempo procurando e prendendo a todos que transgridam a lei. Porém, Bey cita o programa Ameria Most Wanted, em tradução livre, O que a América mais Procura (algo como o nosso extinto Linha Direta) onde os mediados (assistidores de televisores) se tornam informantes não pagos, dedos-duro para o governo, agentes omissos, e coisas assim.
Bey diz ainda que o que a América Mais Procura é o crime, é a violação, as drogas o sexo, a violência, tudo aquilo que é mostrado como crime punido ou sob vigilância e hipotético controle do estado-de-consciência-policial, e pergunta:
"quais prazeres não mediados [não relacionados a televisão ou permissão assistida] NÃO são ilegais? [...] as diversões mais simples acabam por infringir alguma lei; por fim o prazer torna-se estressante, apenas a TV [a média] permanece".Bey propõe a superação das imagens de ódio a sí mesmo por intermédio da figura policial, adotando a frase do slogan surrealista "Mort aux vaches!" não como ódio a pessoa que exerce o serviço de policia, não ao indivíduo humano, mas a figura, repressora e de poder que é representada pela farda armada.
Boicote a imagem policial e renascimento por uma representação ética e moratória na arte.
(mas não a ética e a moral do mundo Konfortável e Konsensual).
Isso é só uma síntese-pobre-e-porcamente-resumida.
Leia o Bey agora.
Ele é difícil, não desista se não entender de primeira. E compartilhe o que perceber.
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