
Por RedGabriel
Michel Eyquem de Montaigne foi um francês doido do século XVI, naquela época ferrada do Renascimento, depois de ter estudado direito e ter ocupado cargos públicos entendeu que tudo isso era uma porra e se enfiou na casa dele no meio do mato pra cuidar da sua própria (in)sanidade, o que é coisa mui honrosa. Nesta época, por volta de Discórdia 11, 2746 YOLD (25 de Março de 1580 d.E.C) Montaigne escreveu seu primeiro ensaio, no qual isto está contido:
"Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma"
O que pode ser multiplamente interpretado, mas resumidamente ele queria dizer que: "Grande parte das desgraças que nos ocorrem são por nós mesmos imputadas" ou como diria o SandPreto: "A maioria das picas que entram no nosso cú, nós mesmos as socamos no rabo.
E se "Quando um macaco olha num espelho, não vê um apóstolo do outro lado." é claro que muita coisa (existente na sociedade, desde os primórdios até hoje em dia) é a mais pura porcaria, Montaigne também escreveu isso ó: “os mais sábios não são os mais perspicazes”? –, eis, agora, a resposta: pois eles, em sua maioria, não têm aptidão; “vêem o saber e não sabem servir-se dele”.
Então estamos rodeados de apóstolos porra!
Os sábios da sociedade ditam as regras!
Os apóstolos são macacos?
E o cara também falou: “não se trata de falar, trata-se de governar o barco”. Ou seja, não basta saber se não se sabe agir bem, não adianta ser o dono do restaurante se não sabe que com um pão de cachorro quente não se faz uma limonada... E a macacada anda por aí fazendo a maior merda, criam governos, liturgias e signos que não servem pra nada, ou você acha que Montaigne meteu o pé no seu cargo político pra se enfiar no mato e escreveu na porta do seu muquifo: Liberdade, tranqüilidade, ócio! por que ele tava velho e já havia enchido o rabo de dinheiro?
Ele tava era puto da vida com os apóstolos.
Apesar disso tudo, o povo parece idolatrar o sábio-macaco-apóstolado. Eis o “mito do doutor” (tão disseminado em nosso país!): “mostrai ao povo alguém que passa e dizei ‘um sábio’ e a outro qualificai de bom; ninguém deixará de atentar com respeito para o primeiro”.
Então, hoje, Discórdia 19, do 3177º Year Of Our Lady Discordia. Eu RedGabriel na condição de PAPA GENUÍNO nomeio PAPA e também CANONIZO Michel Montaigne: um santo!
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